25º Desafio
O Amor Perdoa
O que eu também
perdoei, se é que alguma coisa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na
presença de Cristo. 2 Coríntios 2:10
O autor
nos avisa que este talvez seja o desafio mais difícil. Se os anteriores nos
desafiaram a superar nossas capacidades, nossa mágoas, nossos ressentimentos. Este
nos desafiará a enterrar tudo isso, a deixar tudo esquecido no passado.
Há algum
tempo, fiz uma pergunta em uma postagem no facebook onde me referia ao amor
maduro, ao casamento duradouro e perguntava qual seria o segredo para chegar
lá. Uma seguidora respondeu que o segredo era “perdoar muitas vezes”. Ao ler
sua resposta me atentei ao seu perfil, e vi que se tratava de uma mulher
madura, num casamento duradouro, já com filhos casados e netos. Então pensei,
ela sabe sobre o que está falando.
Muito se
fala sobre o perdão, há ditados que afirmam ser ele mais precioso a quem dá do
que aos que o recebem, por ai vai... mas e a prática? Será ela assim tão
simples e gloriosa???
A convivência
humana é um grande desafio a nossa existência. E quando os vemos então em um
relacionamento comprometido com o tempo, com a promessa de passar por toda a
vida juntos, vemos que esta convivência é mais que um desafio, é um objetivo, e
no casamento é um objetivo em comum.
Vendo dessa
maneira podemos falar sobre as atitudes necessárias para se atingir os
objetivos que traçamos ao longo da vida.
Para alcançar
nossos objetivos, antes de mais nada, é importante mantermos nosso foco, nossa
atenção, mirando diretamente ao objetivo. Não desviar a atenção, e seguir firme
em direção a ele. Durante esta busca, temos de desenvolver meios, capacidades,
ferramentas, recursos e estratégias para alçar nosso objetivo.
E é aqui
que entra o perdão. Como disse a seguidora, para ter um casamento duradouro e
maduro, é preciso perdoar muitas vezes. E isso é preciso porque a natureza
humana diversa, e divergente nos relacionamentos nos trarão ao longo do
relacionamento conjugal diversas situações em que acreditaremos ter sido
magoados, feridos, machucados irremediavelmente. Contrariar as expectativas e
errar é sem dúvida a única característica humana que se repete em todos os
seres humanos.
Já o
perdão, este não. Por alguns ele é tido como uma capacidade destinada apenas ao
divino, não estando ao alcance dos homens.
E aqui,
mais uma vez o autor nos mostra onde buscamos a capacidade de perdoar. Mais uma
vez ele nos fala sobre o perdão que nos é dado em Cristo, e que é este perdão
que temos de dar. É uma ordenança de Cristo, contida na oração que Ele nos
ensinou, “perdoai minhas dividas, assim como tenho perdoado aos meus
devedores”, temos de buscar nele a capacidade necessária para perdoar.
Casamentos
duradouros, saudáveis, onde o amor incondicional é praticado, o perdão real é
aplicado como consequência deste amor.
Quando
falamos em perdoar, falamos em eliminar dos nossos corações as ervas do rancor,
do ódio, da mágoa e do ressentimento. Ervas
daninhas são constantemente revividas, por qualquer sobra de sentimento. Jamais
atingimos a real felicidade quando estas ervas habitam nosso coração. Elas nos
levam a reviver o acontecimento que as plantou. Somos reféns do passado,
vivemos ressentindo dores, mágoas, traições. Ficamos acorrentados a estes
sentimentos e ocupamos um precioso espaço que poderia ser habitado por novos e
melhores sentimentos.
Todos os
casamentos que um dia chegaram a sua destruição não conheceram o perdão. Todos eles,
invariavelmente, tiveram ervas daninhas plantadas e alimentadas, até que o amor
se retirou completamente.
O amor
incondicional é ciumento, e não aceita partilhar seu coração com sentimentos de
rancor, mágoa e ressentimento. O amor incondicional reivindica seu coração por
inteiro. Ele quer expurgar as ervas daninhas e fazer florescer o jardim de um
amor sólido, maduro, compreensivo e capaz de perdoar.
O amor
incondicional quer libertar você do passado e para isso, ele quer que você olhe
para a frente, que aja pensando nos frutos que você quer colher.
Fonte: Livro O Desafio de Amar
– Editora BV Films
25º Desafio
O Amor Perdoa
É possível perdoar a traição? A mágoa?
A humilhação? O desprezo? A indiferença?
Qual o limite para perdoar?
Você ama incondicionalmente seu cônjuge?
Então você é capaz de perdoar. Assim como o amor, o perdão é uma decisão racional,
que está ao seu alcance se você decidir praticá-lo e buscar em Deus capacitação
para isso.
Ao perdoar, você está retirando do
seu coração o ferimento que o torturava, e está entregando a Deus a mágoa
cometida.
Não está na sua mão, a capacidade de
fazer seu cônjuge mudar de atitude. Não está no seu controle fazer com que ele
nunca mais cometa erros que magoarão. Está no seu controle não viver
ressentido, constantemente ferido por algo que aconteceu no passado.
Ao perdoar, você declara sua
capacidade de amar, e entrega a justiça que a ofensa merece aos cuidados de
Deus. Ao perdoar, você não estará eximindo o ofensor de sua culpa, mas estará
se libertando, deixará de ser refém da ofensa.
O autor nos diz que quando perdoamos,
conseguimos tratar com piedade nosso ofensor, e desejar sinceramente que ela
mude de atitude.
Hoje, escolha perdoar.
Liberte-se do rancor, dos ferimentos
que mágoas passadas deixaram em seu coração, e diga EU ESCOLHI PERDOAR VOCÊ.
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